Cartalax
Cartalax (Ala-Glu-Asp) é um bioregulador de tripeptídeo desenvolvido por Khavinson que modula fibroblastos, reduz sinalização pró-apoptótica e suporta homeostase da matriz extracelular.
Cartalax (Ala-Glu-Asp, sequência 'AED') é um tripeptídeo sintético classificado como bioregulador, desenvolvido pelo Prof. Vladimir Khavinson no Instituto de Bioregulação e Gerontologia de São Petersburgo.
Sua sequência corresponde a um motivo encontrado na cadeia alfa-1 do colágeno tipo XI, uma proteína estrutural importante para a integridade da cartilagem. Por isso, é investigado principalmente para suporte a tecidos conjuntivos, fibroblastos e homeostase da matriz extracelular.
A evidência publicada em humanos é limitada; a maior parte dos dados vem de estudos pré-clínicos (in vitro e em roedores). Não é aprovado pelo FDA, EMA, ANVISA ou qualquer agência reguladora como medicamento.
Mecanismo de ação
Bioregulação gênica: como outros peptídeos de Khavinson, o Cartalax pode interagir com DNA e modular a expressão gênica em concentrações nanomolares, influenciando vias de envelhecimento celular e reparo tecidual.
Fibroblastos: estudos in vitro relataram aumento de Ki-67 (marcador de proliferação), elevação de SIRT-1/SIRT-6 e redução de p53 e caspase-3 (sinais pró-apoptóticos) em culturas de fibroblastos em envelhecimento.
Matriz extracelular: redução da síntese de MMP-9, enzima associada à degradação de colágeno e matriz extracelular, sugerindo proteção da estrutura tecidual.
Condrogênese: dados emergentes indicam regulação da diferenciação de células-tronco mesenquimais em condrócitos, com potencial aplicação em saúde articular.
Protocolos de dosagem
Não há posologia aprovada. Os valores abaixo são protocolos educacionais baseados em prática de pesquisa e extrapolação de dados pré-clínicos.
Dose inicial: 2 mg (2.000 mcg), 1x ao dia, nas primeiras 2 semanas.
Escalonamento: aumentar ~1 mg a cada 2 semanas: 2 → 3 → 4 → 5 mg/dia.
Dose-alvo: 4–5 mg/dia, mantida entre as semanas 5 e 12.
Frequência: 1x ao dia, subcutânea, em qualquer horário consistente.
Ciclo típico: 8–12 semanas; pode estender até 16 semanas conforme resposta individual.
Reconstituição e armazenamento
Pó liofilizado: armazenar a 2–8 °C ou congelar a –20 °C para longo prazo. Proteger da luz, umidade e ciclos de temperatura. Deixar o frasco atingir temperatura ambiente antes de abrir.
Reconstituição sugerida: 20 mg de Cartalax + 3 mL de água bacteriostática = ~6,67 mg/mL. Adicionar a água lentamente pela parede do frasco; girar suavemente até dissolver — não agitar.
Conversão prática: com 6,67 mg/mL, 1 unidade (0,01 mL) em seringa de insulina U-100 equivale a ~66,7 mcg. Assim, 30 unidades = 2 mg, 45 unidades = 3 mg, 60 unidades = 4 mg e 75 unidades = 5 mg.
Solução reconstituída: manter a 2–8 °C, protegida da luz, e usar em até 28–30 dias. Não congelar; descartar se turva ou com partículas.
Administração e técnica
Via subcutânea é a via mais relatada. Locais recomendados: abdome (mínimo 5 cm do umbigo), coxa anterior ou parte posterior do braço. Rotacionar o local diariamente.
Técnica: higienizar o tampão do frasco e a pele com álcool; puxar a dose com seringa estéril; eliminar bolhas de ar; beliscar uma dobra de pele; inserir a agulha em 45–90°; injetar lentamente; aguardar alguns segundos antes de retirar; aplicar pressão leve com gaze.
Não aspirar em injeções subcutâneas. Descartar agulhas em coletor apropriado.
Timeline de resultados
Semanas 1–2 (2 mg/dia): adaptação inicial; possível redução leve de rigidez articular em respondedores.
Semanas 3–4 (3 mg/dia): melhora gradual de conforto em tecidos conjuntivos; redução de desconforto pós-exercício em alguns usuários.
Semanas 5–8 (4 mg/dia): ganhos mais consistentes em mobilidade e recuperação de cargas sobre articulações.
Semanas 9–16 (5 mg/dia): manutenção dos benefícios; efeitos cumulativos de suporte à matriz extracelular em protocolos estendidos.
Evidências
Fibroblastos envelhecidos (Bulletin of Experimental Biology and Medicine, 2016): Cartalax aumentou Ki-67 e CD98hc, reduziu caspase-3 e MMP-9 em culturas de fibroblastos dérmicos humanos.
Rins e cultura celular (Bulletin of Experimental Biology and Medicine, 2014): modulação de p53, p16 e SIRT-6 em culturas de células renais durante envelhecimento in vitro.
Células-tronco mesenquimais (Molecular Biology Reports, 2020): peptídeos curtos de Khavinson modularam expressão gênica em células-tronco mesenquimais humanas em envelhecimento.
Condrogênese (International Journal of Molecular Sciences, 2023): regulação da diferenciação condrogênica de células-tronco — ainda pré-clínico.
Limitação: não existem ensaios clínicos randomizados de grande porte em humanos com Cartalax por via subcutânea; a eficácia real em articulações e tecidos conjuntivos ainda não foi estabelecida.
Efeitos colaterais e segurança
Geralmente bem tolerado nos relatos observacionais de biorreguladores de Khavinson. Eventos adversos são raros e leves.
Comuns: reação leve no local da injeção (vermelhidão, coceira, desconforto transitório), cefaleia leve ocasional.
Limitações: segurança de longo prazo, interações medicamentosas e uso em gestação/lactação não foram estudadas. Como todo peptídeo de mercado de pesquisa, exigir certificado de análise.
Comparação: Cartalax vs BPC-157/TB-500
BPC-157: foco em angiogênese, reparo local e cicatrização de tendões, músculos e trato GI — maior base de estudos pré-clínicos em animais.
TB-500: fragmento da Timosina Beta-4 com ênfase em migração celular, angiogênese sistêmico e regeneração tecidual.
Cartalax: bioregulador de tripeptídeo com foco em fibroblastos, matriz extracelular e potencial condrogênico — mecanismo mais voltado à regulação gênica e homeostase celular do que a reparo agudo de lesões.
Status legal no Brasil
Este conteúdo é educacional e não substitui aconselhamento médico. No Brasil, o uso de peptídeos é regulado pela ANVISA e depende de prescrição.
Cartalax não é aprovado pela ANVISA, FDA, EMA ou TGA. É classificado como composto de pesquisa (RUO) e não pode ser comercializado como medicamento, suplemento ou alimento para consumo humano.
